domingo, 16 de Dezembro de 2012

O crato!


O Crato, esse arauto da defesa da escola pública.
Enquanto no ensino público a palavra de ordem é cortar e aumentar o número de alunos por turma – agora podem ser 30,  querem-nos fazer acreditar que a dimensão das turmas não influencia a qualidade da aprendizagem – para com os privados a atitude do Governo é outra.

Mesmo em tempo de aperto, aumenta-se a comparticipação do Estado às escolas privadas e garante-se o seu financiamento mesmo a turmas com um mínimo de 12 alunos – o anterior governo tinha definido o limite de 20 para esse efeito.

Alguém escreveu há dias num blog qualquer, que em política o que parece é. E de facto, neste caso, parece mesmo que o governo PSD –CDS está muitíssimo empenhado em dar cabo da escola pública em Portugal.


Nota: a respeito da política educativa deste governo, vale a pena ler aquele que até há poucos meses não podia abrir a boca sem provocar abundante salivação nalguma direita blogosférica (muitos, nos dias que correm, com belos cargos de assessoria no governo).

[Público] Cavaco Silva


A má moeda a quem alguns chama de presidente
Francisco Assis, Cavaco Silva e o precário equilíbrio da democracia [hoje no Público]:

‘Foi há nove meses apenas e, no entanto, parece que já passou uma eternidade. Aníbal Cavaco Silva transformou o momento da sua investidura presidencial no acto fundador de um novo ciclo político na vida nacional. Tudo se resumiu a um discurso proferido com solenidade e frieza. O seu conteúdo, de uma violência rara, não permitia a subsistência da mais leve dúvida - o Presidente da República não só deixara de confiar no Governo em funções como o nomeava publicamente como um objecto político pernicioso, que carecia de ser removido no mais curto espaço de tempo possível. Nas entrelinhas percebia-se uma animosidade inultrapassável em relação ao primeiro-ministro. Já dias antes, na hora da vitória, Cavaco trocara a celebração magnânima do sucesso pela proclamação irada do ajuste de contas. No Parlamento, no instante solene da tomada de posse, foi mais longe, afirmando-se como líder de oposição ao Governo do país. Aquelas palavras duras, secas, assassinas, não permitiam outra leitura Passou a haver um antes e um depois.

José Sócrates reagiu pacatamente, insinuando incompreensão das consequências de tão evidente declaração de guerra. Estou certo que compreendeu tudo, mas optou por colocar a a razão de Estado acima dos seus impulsos particulares. Este homem, agora tão impudicamente vilipendiado, soube, como poucos, permanecer acima dos acontecimentos sem tergiversar na obediência a uma ordem de prioridades que lhe parecia correcta. Por isso agiu dessa forma. Hoje estou convencido que fez mal. Dever-se-ia ter demitido nessa mesma noite, alegando a evidência daquela tarde. Não o fez pelas melhores razões institucionais, desvalorizando os pequenos cálculos eleitorais que são o horizonte de vida dos políticos medíocres. Nesta atitude houve uma grandeza que sobrelevará historicamente os pequenos gestos ofensivos em que se compraz uma certa miséria nacional. Não é isso que agora nos ocupa.A

ssumindo-se como chefe da oposição de facto, Cavaco condenava a oposição parlamentar à escolha entre o radicalismo ou a irrelevância. Pedro Passos Coelho, imbuído de um sentido de responsabilidade que deve ser lembrado, hesitou; o aparelho do PSD não teve dúvidas. Ao que consta, Marco António, não o romano, mas o de Gaia, assumiu-se como porta-voz de uma inquietação que mais não era do que a expressão do instinto de sobrevivência. A partir daí, o líder do PSD, sob pena de ser visto como um ser pusilânime e como tal imprestável para função exercida, só tinha um caminho a seguir - derrubar o Governo. O que fez na primeira oportunidade que lhe surgiu, contando, aliás, com a prestimosa ajuda da extrema-esquerda parlamentar. Com a rejeição do PEC IV estava consumado o acto iniciado no dia da investidura do Presidente da República. Um discurso derrubo o Governo de Portugal. Outros tempos se seguiriam.’

Rossio? Haha


Citando o taxista: "metia todos no Campo Pequeno..."
Já gastei o meu latim de tanto protestar contra os facínoras que compõem a maioria da (falta de) classe jornalística, mas por vezes saio da cama a pensar que "qualquer dia mais alguém se vai indignar comigo e finalmente vamos fazer uma manifestação relevante no Rossio, hoje é o dia".

Hoje acordei com a “notícia” que o Sporting “forrou acesso a balneário com imagens que exaltam violência” que retratam adeptos “numa pose que sugere uma saudação fascista”. É uma abjecta palermice considerar que alguém que está de braço estendido na bola é nazi… …quantas vezes na bola bato e estico os braços alternadamente? (existem nazis nas claques, mas não existem nazis numa fotografia colocada a forrar um balneário).
Mas o melhor é que só após 2 resumos é que finalmente veio a notícia onde, no final e claramente sem o mesmo ênfase, se acrescentava que já 20(!?!?!?!) equipas jogaram em Alvalade com as MESMAS fotografias na parede e só agora surgiu a polémica…

Mais (outra), outra das notícias de abertura era “Governo corta 15 mil pensões”. Outra vez para se perceber apenas no fim da notícia que nesses 15 mil casos os pensionistas acumulavam pensões, o que vai contra uma lei de 2007 que não estava a ser aplicada.

Posso continuar com muitos exemplos do que é um “jornalismo” guiado por interesses e que desrespeita a mais básica ética e deontologia, sem confirmação de fontes nem a menor necessidade de dados ou factos, mas se os leitores não exigem qualquer rigor e são os primeiros a embarcarem na mesma onda e a papaguearem o que acabaram de ler, entro já em modo “fim-de-semana” e remeto para este artigo do DN. (VALE A PENA LER).

De qualquer forma, sei que ninguém vai para o Rossio comigo :)

Hackers


O racional deve ser mais ou menos este, certo?
É normal – ou pelo menos era quando a internet se começou a vulgarizar no final dos anos 80 principio dos 90 – que as polícias dos vários países fossem buscar hackers para os ajudar a combater os crimes de fraude “cibernético”. Fazia sentido, os hackers eram tipos extremamente bem preparados, com conhecimentos e capacidades acima da média, e “pensavam” como hackers, ou seja, a ideia era colocar atrás dos criminosos alguém que pensasse como eles.

Ora imagino que este seja mais ou menos o racional que levou à escolha de Manuel Frexes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, para administrador das Águas de Portugal. De facto, um dos principais problemas das Águas de Portugal prende-se com as dívidas que as autarquias teimam em não pagar. E quem melhor que um grande caloteiro – só a câmara do Fundão deve mais de 7 milhões de euros à AdP – para saber como pensam os outros caloteiros e tentar fazer com que estes paguem as dívidas. Passos Coelho mandou nomear Manuel Frexes para que este faça de cobrador do fraque, porque Manuel Frexes já esteve do lado dos “perseguidos” pelo cobrador e saberá melhor que ninguém antecipar os “truques de fuga” dos caloteiros como ele.


Nota de pé de página: Também pode ser que se trate de um favor político. Pode ser. Mas Passos Coelho prometeu que não ia para o governo para dar emprego aos amigos e como toda a gente sabe a mentira era um exclusivo do Sócrates.

Gráficos e Défice


Crescimento? Sem estratégia, é crescimento do défice e da crise.
Quando finalmente se começa a reconhecer os resultados do caminho que Portugal optou (ou foi forçado a aceitar), como é exemplo este artigo do Enonomist, surge a vitória de Hollande e os socialistas sem ideias começam a sair da toca e a gritar "crescimento", uma palavra desprovida de significado, sem nenhuma estratégia por trás.

O discuro do "crescimento" é redondo e enche a boca toda. Mas o que são políticas de crescimento? Dinheiro nas obras públicas para um TGV, um aeroporto e mais uma ponte? Subsídios para formação? Mais PAC?

Até pode haver uma excelente estratégia, mas é necessário que se diga qual é.

Uma política de crescimento, não é fazer o oposto da actual política de austeridade.
O inverso da política de austeridade é o legado das políticas "socialistas" (dos governos de todas as cores) praticadas nos últimos anos na Europa.

O problema é que apesar de estarmos no caminho correcto das reformas estruturais, ainda há muito a fazer (como se pode ver nas figuras do artigo, com dados do FMI). Vamos num caminho diferente da Grécia, mas o nosso ponto de partida não é tão diferente assim.



Desta vez, e até ao momento, os erros das anteriores vagas de "crescimento" ainda parecem ter uma solução com medidas de austeridade e remédios dolorosos. Mas a Europa, e sobretudo Portugal, não aguentam mais uma vaga de despesismo e um alargamento do estado e das suas gorduras.

Mesmo indo em frente agora, não sabemos se chegamos à costa. Se voltarmos atrás, a próxima vaga que nos apanhar será muito maior (e.g. saída do Euro e consequente desvalorização dos nossos activos) e vai nos levar mais fundo, durante muito mais tempo... ...e novamente os socialistas vão querer crescimento, mas nessa altura o ponto onde estamos hoje vai parecer uma miragem.

Golos?


Obrigado Tacuara, és o melhor desde o Mats!
Óscar "Tacuara" Cardozo é o melhor avançado do Benfica dos últimos 20 anos. É necessário recuar à época 91/ 92 para encontrarmos a dupla Mats Magnusson - Sergei Yuran.

O Benfica é grande em tudo e em todo o mundo, menos na inteligência futebolística do seu 3º anel (ou pelo menos dos que falam mais alto). Aquele que é, só, o melhor avançado do Benfica dos últimos 20 anos é frequentemente alvo de críticas de alguns (so called) benfiquistas, que se esquecem que nestes 20 anos tivémos como pontas-de-lança de referência nomes como Hassan, Marcelo, Akwá, Gaston Taument, Porfírio, Sabry, Carlitos, Jankauskas, Sokota, Azar Karadas, Manduca, Kikin Fonseca, Yu Dabao, Makukula, Freddy Adu, Kardec, Éder Luís, Weldon, entre outros.

Cardozo foi 2 vezes melhor marcador da Liga.
Este ano na Liga e na Champions marcou 30% dos golos da equipa.
Marcou 23 golos em 2007/ 08, 20 em 2008/ 09, 46! em 2009/ 10, 28 em 2010/ 11 e mais 33 esta época.

Obrigado Cardozo, espero que fiques!



ELE MARCA UM,
ELE MARCA DOIS,
ELE MARCA TRÊS E NÓS CANTAMOS OUTRA VEZ,
TENHAM CUIDADO
ELE É PERIGOSO
ELE É O
OSCAR
TACUARA
CARDOZO!